CRACK A DROGA DEVASTADORA
O
crack é uma mistura da pasta-base de cocaína refinada com bicarbonato de sódio
e água. Muitas vezes a mistura é falsificada com o acréscimo de cimento, cal,
querosene e acetona, para aumentar o seu volume. Quando aquecida, a mistura
separa as substâncias líquidas das sólidas. As substâncias líquidas são então
descartadas e as sólidas são convertidas na “pedra de crack” que, com a
utilização de um cachimbo, é então fumada e absorvida pelo corpo em quase 100%
do total ingerido. A via inalatória confere à droga um tempo de ação e um poder
viciante extremamente rápido, o que tem tornado o crack um verdadeiro flagelo. A
dependência ao crack é a compulsão invencível de fumar a droga, que se
estabelece já a partir da primeira experiência. A duração da intoxicação, de
apenas dez minutos, leva à busca imediata por mais crack, fazendo com que o
dependente busque cada vez mais pela droga sem medir as consequências.
Os
efeitos do crack sobre o organismo são muito parecidos que os da cocaína, porém mais intensos que eles. A diferença é que
enquanto a cocaína demora cerca de quinze minutos para chegar ao sistema nervoso
central, o crack faz isso em apenas oito a quinze segundos e seu efeito
dura apenas dez minutos, tempo suficiente para iniciar o vício. O crack causa
intensa e rápida euforia, seguida por uma igualmente intensa depressão, um
estado de grande tensão e incontrolável avidez por mais crack. Quando a droga
acaba no organismo, o que acontece muito rapidamente, o prazer cessa e o
indivíduo é tentado a repetir o uso da droga. Daí a forte tendência a
consumi-la reiteradamente, quase que continuadamente.
O
crack atinge e repercute em praticamente todo o organismo: sistema nervoso, pulmões, coração, rins, tubo
digestivo, coração,
etc. O dependente de crack quase não come, nem dorme, o que ocasiona um rápido
processo de desnutrição e emagrecimento, ainda mais intenso
que o produzido pela cocaína. Uma pessoa adulta dependente de crack pode perder
até dez quilos em um único mês. Os dependentes de crack também passam a não
ligar mais para hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.
Neurologicamente, o uso do crack pode levar a dores de cabeça,
tonteiras, inflamações dos vasos cerebrais, etc. Na árvore
respiratória a alta temperatura da fumaça do crack pode causar lesões na laringe, traqueia e brônquios que favorecem o aparecimento da pneumonia e da tuberculose. Na circulação, o crack provoca a liberação de adrenalina e, com isso, o aumento da frequência
cardíaca e subida da pressão arterial, arritmias, isquemias e infarto agudo do miocárdio.
No aparelho
digestivo, o crack provoca sintomas como náusea,
perda do apetite, flatulência, dor abdominal e diarreia.
Mas a árvore respiratória é a que mais sofre com o vício do crack. Normalmente
há tosse, dor no peito, falta de ar, escarro sanguinolento.
Podem ocorrer quadros psiquiátricos graves, como delírios, alucinações,
paranoias e etc.
Em geral, o usurário de crack envolve-se em
atos delituosos como furtos, roubos ou mesmo mortes, Evite “experimentar” a
droga pois a primeira dose já pode ser
fatal para estabelecer o vício.


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